“Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: “Tenho sede.“
Jo 19, 28
“Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: “Tenho sede.“
Jo 19, 28
Dia Internacional da Mulher? NÃO
Dia Internacional não sei de quê? NÃO
Dia do Pai, ou melhor, Dia litúrgico de São José. Porreiro, pá!

Vivam os Zés!
O país vizinho aquece com a campanha para as legislativas de 9 de Março. Ontem realizou-se o primeiro debate. O jornal galego “La voz de Galicia” apresenta na sua primeira página, obviamente em destaque, análises ao debate. Primeiro informa que, segundo sondagens, o vencedor foi o actual primeiro-ministro, Zapatero (Los sondeos dan como ganador a Zapatero). Em seguida, apresenta sete pontos onde o leitor pode-se informar e participar na discussão sobre o vencedor.
- Rajoy y Zapatero protagonizan un duro duelo que eleva la incertidumbre ante las elecciones
- Audiencia: Trece millones de espectadores
- Crónica: El debate, paso a paso, en Lavozdegalicia.es
- Álbumes: Primer cara a cara | Día a día de la elecciones
- Vídeos: Los mejores momentos del debate | Rajoy acusa a Zapatero de agredir a las víctimas del terrorismo | El bono bus de los inmigrantes
- Blogs: Un torneo de reproches, por C. Agulló | Y el debate lo ganó…, por C. Rodríguez
- Participa: ¿Quién ganó? | ¿Ha cambiado su intención de voto?
Esta data comercial faz-me enjoar do cor-de-rosinha, das rosas e do chocolate. Alguém que crie uma petição (parece que estão na moda) para terminar com este tipo de dias inúteis.
Além deste dia inútil acrescento e destaco da lista dos “dias internacionais inúteis” o Dia Internacional da mulher (será que este existe porque os restantes dias do ano são do homem?).
Upgrade: sobre o mesmo assunto ler aqui.
Na 2:, às 22h30 e durante 12 segundas feiras temos, finalmente, a 6ª série de…

Nuno Esperança, professor de educação física, explica que “até aos dez anos não deve haver competição desportiva entre as crianças. Deve-se antes promover uma cultura desportiva e cooperativa global nelas”. É no seguimento deste ideial que foi estabelecido o principal objectivo da ET, ou seja, formar a criança em termos globais em contacto com a pratica desportiva.
A ET foi idealizada por três amigos, Jorge Fidalgo, Ricardo Felgueiras e Nuno Esperança, que vivendo de perto o fenómeno desportivo nas camadas jovens decidiram criar a escola que queriam para os seus filhos.
Mensalmente, na ET são ensinados os fundamentos teóricos essenciais de uma ou duas modalidade, assim como os exercícios e gestos técnicos básicos que permitem às crianças assimilar e compreender as modalidades que estão a aprender.
Durante o corrente ano, a ET abordará 15 modalidades desportivas que vão das mais populares, como futsal e voleibol, às menos praticadas, como o rugby ou patinagem. No final de cada mês, é entregue aos pais uma avaliação onde se reflecte o comportamento e desenvolvimento das crianças segundo os critérios estabelecidos de “Saber Estar” e “Saber Fazer”.
Actualmente, a escola conta com trinta crianças inscritas divididas em duas turmas. Uma turma é composta por crianças dos três aos seis anos e tem 14 praticantes. A outra turma tem crianças dos sete aos dez anos e conta com dezasseis elementos.
Apesar de ser um projecto que possibilita um desenvolvimento sadio e alternativo, a ET tem encontrado vários problemas para cumprir os seus objectivos. Para Nuno Esperança, o principal problema é “o preço exorbitante do aluguer do pavilhão para a prática desportiva a que este projecto é sujeito”, criticou. Os desejados apoios públicos ou privados não existem e é apenas com a mensalidade que os pais pagam que os três responsáveis preparam o mês seguinte de actividades.
Paralelamente à actividade principal a ET desenvolve outras actividades, tais como levar as suas actividades a duas escolas do primeiro ciclo da periferia da cidade e organizar festas de aniversário para os seus participantes. Para o próximo ano está já estabelecido um protocolo para uma academia de futsal em conjunto com um clube da região, para as crianças dos 11 aos 14 anos. Outros protocolos estão para serem criados e estes servirão para encaminhar as crianças para as modalidades que preferirem após o contacto geral estabelecido através da ET.
Em declarações ao Comum, Nuno Esperança coloca o dedo na ferida: “Em Portugal não há uma cultura de desporto. O que há é uma cultura de competição instituída onde são os pais quem mais a promove”. Acrescenta que “alguns filhos são carregados pelas frustrações desportivas dos pais e “tem” de ser aquilo que eles nunca o foram. Chega-se ao ponto de se utilizarem substâncias proibidas para ganhar. É atroz!” enfatiza o professor. “É essa cultura de competição que não se pretende na ET. Quer-se antes desenvolver um espirito forte de confraternização e educação nas crianças. É uma alegria ver os resultados a que se chega e o evoluir das crianças”.”
Estava eu a ler, por mero acaso, um canhenho de fotocópias que auxiliam os estudantes de Sociologia quando descobri um texto interessante sobre o café e que agora partilho:“Um sociólogo é alguém capaz de se libertar do quadro das suas circunstâncias pessoais e pensar as coisas num contexto mais abrangente. O trabalho sociológico depende do que o autor americano Mills, numa frase famosa, denominou de imaginação sociológica.
A imaginação sociológica implica, acima de tudo, abstrairmo-nos das rotinas familiares da vida quotidiana de maneira a poder olhá-las de forma diferente. Tenha-se em consideração o simples acto de beber uma chávena de café. O que há a dizer, do ponto de vista sociológico, acerca de um comportamento aparentemente tão desinteressante? Imenso.
Podemos começar por notar que o café não é meramente uma bebida. Enquanto parte das nossas actividades sociais quotidianas possui um valor simbólico. O ritual associado ao acto de tomar café é frequentemente muito mais importante que o consumo de café propriamente dito. Duas pessoas que combinam encontrar-se para tomar café estarão provavelmente mais interessadas em estarem juntas e conversarem do que em beber, de facto, café. Em todas as sociedades, na realidade, beber e comer proporcionam ocasiões para a interacção social e o desempenho de rituais – e tal fornece temáticas ricas para o estudo sociológico.
Em segundo lugar, o café é uma droga, pois contém cafeína, que exerce no cérebro um efeito estimulante. Os adictos em café não são vistos pela maioria das pessoas no Ocidente como consumidores de droga. O café, tal como o álcool, é uma droga socialmente aceitável, enquanto a marijuana, por exemplo, não o é. No entanto, há sociedade que permitem o consumo de marijuana e mesmo de cocaína, mas desaprovam tanto o café como o álcool. Os sociólogos estão interessados nas razões pelas quais estes contrastes existem.
Em terceiro lugar, um indivíduo que bebe uma chávena de café está envolvido numa complicada rede de relações sociais e económicas de dimensão internacional. O café é um produto que liga as pessoas de algumas das partes mais ricas e mais pobres do planeta: é consumido em grande quantidade nos países ricos, mas cultivado fundamentalmente nos pobres. Depois do petróleo, o café é a mercadoria mais valiosa do comércio internacional, representando a principal exportação de muitos países. A produção, transporte e distribuição do café implicam transacções constantes que envolvem pessoas a milhares de quilómetros dos consumidores. Estudar estas transacções globais é uma tarefa importante na sociologia, na medida em que muitos aspectos das nossas vidas são hoje afectadas por influências sociais e comunicações a nível mundial.
Em quarto lugar, o acto de beber uma chávena de café pressupõe todo um processo de desenvolvimento social e económico passado. Com outros artigos hoje familiares nas dietas ocidentais – como o chá, as bananas, as batatas e o açúcar – o café tornou-se um produto de consumo generalizado somente nos finais do século XIX. Embora seja uma bebida originária do Médio Oriente, o seu consumo maciço data do período da expansão colonial ocidental, há cerca de um século e meio atrás. Praticamente todo o café que se bebe nos países ocidentais provém de áreas colonizadas pelos europeus; não é de maneira nenhuma, um elemento “natural” da dieta ocidental. A herança colonial teve um impacto enorme sobre o desenvolvimento do comércio mundial de café.
Em quinto lugar, o café é um produto que está no centro do debate actual em torno da globalização, do comércio mundial, dos direitos humanos e da destruição ambiental. À medida que o café aumentou a sua popularidade, tornou-se um produto politizado e um assunto de marketing: as escolhas dos consumidores sobre que tipo de café e onde comprar tornaram-se opções de estilo de vida. As pessoas podem escolher beber apenas café orgânico, café descafeinado naturalmente ou café comerciado a preços “justos” (através de esquemas que pagam o total do preço de mercado a pequenos produtores de café em países em vias de desenvolvimento). Podem optar por apoiar cafetarias “independentes”, em vez das cadeias internacionais de cafetarias como a “Starbucks”. Os consumidores de café podem decidir boicotar café proveniente de determinados países onde haja pouco respeito pelos direitos humanos e o ambiente natural. Para os sociólogos, é interessante perceber de que forma a globalização aumenta a consciência das pessoas acerca de questões que se passam em pontes remotas do planeta, incentivando-as a actuar no dia-a-dia em função desse novo conhecimento.”
“Um país deve ter como princípios básicos a regra dos três SS’s:
S de sustento;
S de saber;
S de saúde.”
Agostinho da Silva
Afinal, há ou não há uma cultura de desporto em Portugal?
Não! Esta foi a conclusão à qual cheguei após alguma reflexão e uma conversa com um professor de Ed. Física. Segundo esse professor, o que há em Portugal é uma cultura de competição. O que interessa é ganhar, não interessa como! A expressão “arrancar olhos” parece exagerada mas até pode não ser pois sabe-se que em alguns clubes aos atletas das camadas jovens (!) são administradas substâncias dopantes!!!
Em vez de se promover um desenvolvimento sustentado das potencialidades de cada um, uma criança/adolescente é encorajada a promover o logro no adversário, a ser traiçoeira durante o jogo, a resmungar com o arbitro, a enganar-se a si própria das suas reais capacidades. O que mais assusta no entanto é que nalguns casos são os pais que fumentam estes comportamentos, recompensando os seus filhos por cumprir os seus pedidos/ordens! Os treinadores pouco podem fazer às vezes devido à pressão que sofrem de todos os pais a quererem que os seus filhos joguem em detrimento do filho dos outros assistindo-se às vezes a verdadeiros casos que nem Tozé Martinho pensou para as suas telenovelas…
Nas escolas verifica-se a existência de alguns esforços para promover o desporto sendo o caso mais flagrante o projecto “Desporto Escolar” (DE). No entanto, mesmo este projecto apresenta as suas deficiências como por exemplo ser possível a atletas federados participarem nas suas actividades! Este pormenor que parece insignificante, acaba por ditar o fim da verdadeira essência do DE não permitindo que com a mesma facilidade novos jovens se mostrem, novos jovens sejam descobertos para depois serem aproveitados e melhor desenvolvidos em clubes dispostos a receber a excelente materia em bruto que o DE poderia dar.
É necessário repensar que o desporto deve ajudar o desenvolvimento e não ser um obstáculo a este! Deve promover o companheirismo, facilitar a quebra de barreiras entre as crianças, capacitar os adolescentes de auto-confiança. Deve-se pensar o desporto como actividade de fair-play e igualdade e não como actividade de promoção e inveja.
Fazendo de uma bola um sonho e de uma corrida um feito, celebremos cada vitória e festejemos cada obstáculo passado!
Ontem, os meus pais fizeram 30 anos de casados.
Fico feliz por eles, pelos meus irmãos e por mim. Nesta sociedade que cada vez menos tem em atenção o valor da família, nós não queremos nem somos exemplo mas podemos afirmar que é possível, quando as pessoas querem, viver-se em comunhão e partilha
Por esta altura costumo fazer sempre a mesma pergunta aos dois : “Qual é a sensação de olhar para a mesma cara ao acordar 30 anos depois?”