Terça-feira, 26 Fevereiro, 2008
O país vizinho aquece com a campanha para as legislativas de 9 de Março. Ontem realizou-se o primeiro debate. O jornal galego “La voz de Galicia” apresenta na sua primeira página, obviamente em destaque, análises ao debate. Primeiro informa que, segundo sondagens, o vencedor foi o actual primeiro-ministro, Zapatero (Los sondeos dan como ganador a Zapatero). Em seguida, apresenta sete pontos onde o leitor pode-se informar e participar na discussão sobre o vencedor.
- Rajoy y Zapatero protagonizan un duro duelo que eleva la incertidumbre ante las elecciones
- Audiencia: Trece millones de espectadores
- Crónica: El debate, paso a paso, en Lavozdegalicia.es
- Álbumes: Primer cara a cara | Día a día de la elecciones
- Vídeos: Los mejores momentos del debate | Rajoy acusa a Zapatero de agredir a las víctimas del terrorismo | El bono bus de los inmigrantes
- Blogs: Un torneo de reproches, por C. Agulló | Y el debate lo ganó…, por C. Rodríguez
- Participa: ¿Quién ganó? | ¿Ha cambiado su intención de voto?
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Antibiótico, Espanha |
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Publicado por José Domingos Ribeiro
Terça-feira, 26 Fevereiro, 2008
Ontem, ao caminhar sozinho na noite ouvi cigarras. Lembrei-me da fábula da cigarra e da formiga. Atribuida a Esopo, foi recontada por La Fontaine. Eis a fábula:
- Tendo a cigarra cantado durante o verão,
- Apavorou-se com o frio da próxima estação.
- Sem mosca ou verme para se alimentar,
- Com fome, foi ver a formiga, sua vizinha,
- pedindo-lhe alguns grãos para agüentar
- Até vir uma época mais quentinha!
- - “Eu lhe pagarei”, disse ela,
- - “Antes do verão, palavra de animal,
- Os juros e também o capital.”
- A formiga não gosta de emprestar,
- É esse um de seus defeitos.
- “O que você fazia no calor de outrora?”
- Perguntou-lhe ela com certa esperteza.
- - “Noite e dia, eu cantava no meu posto,
- Sem querer dar-lhe desgosto.”
- - “Você cantava? Que beleza!
- Pois, então, dance agora!”
E uma versão traduzida de Bocage:
- Tendo a cigarra em cantigas
- Passado todo o verão
- Achou-se em penúria extrema
- Na tormentosa estação.
- Não lhe restando migalha
- Que trincasse, a tagarela
- Foi valer-se da formiga,
- Que morava perto dela.
- Rogou-lhe que lhe emprestasse,
- Pois tinha riqueza e brilho,
- Algum grão com que manter-se
- Té voltar o aceso estio.
- - “Amiga”, diz a cigarra,
- - “Prometo, à fé d’animal,
- Pagar-vos antes d’agosto
- Os juros e o principal.”
- A formiga nunca empresta,
- Nunca dá, por isso junta.
- - “No verão em que lidavas?”
- À pedinte ela pergunta.
- Responde a outra: – “Eu cantava
- Noite e dia, a toda a hora.”
- - “Oh! bravo!”, torna a formiga.
- - “Cantavas? Pois dança agora!”
Moral da história: Os que não pensam no dia de amanhã, pagam sempre um alto preço por sua imprevidência.
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Fábulas |
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Publicado por José Domingos Ribeiro