Conferência de Berlim

Estou farto destas guerras que pouco ou nada acrescentam. Diz-se que o conflito molda e desenvolve a sociedade mas é preciso ter noção do ridículo e alguma consciência!É sabido que qualquer povo gosta de ter o seu território; uma questão de identidade nacional. Então, porque não, sermos racionais e convocar uma nova conferência de Berlim para reorganizar o mapa mundial com o objectivo de acertar as fronteiras! Desta forma toda a gente ficaria feliz e contente (durante seis meses e depois voltava tudo ao mesmo).
Desta forma, e a título de exemplo, em vez de vermos assim África…

… Passaríamos a ter países com fronteiras pouco rectilíneas. Fronteiras a respeitar a união de etnias e tribos. Fronteiras que respeitassem o ser humano. Como se justifica que fronteiras desenhadas com régua e esquadro se sobreponham ao bem-estar e natural equilíbrio de populações indígenas? Benefícios económicos porventura…

África é um exemplo mas o Médio Oriente é outro bem como os Curdos do norte do Iraque e sul da Turquia. Enfim…

É uma ideia muito atópica?

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13 respostas a Conferência de Berlim

  1. Rui Afonso diz:

    A ideia vale enquanto grito de revolta. E só. Como sabes, a geopolítica (já) não se resolve em reuniões. Além do mais, e isso, sim, é utópico, não existem verdadeiras fronteiras entre tribos e etnias. Cada povo, com as suas idiossincrasias, está já disseminado por vastos territórios e convive, ainda que de forma belicista, com os outros povos e etnias da região. Já foi um erro forçar a formação de estados em séculos transactos. Mexer-lhes, de novo, agora, seria atiçar ainda mais as labaredas das controvérsias que teimam em não se extinguir…

  2. José Ribeiro diz:

    Bem que sei que de concretizável a “sugestão” nada tem. Às vezes olho para trás, para o que aprendi da história da humanidade, e penso o que levou o Homem a tomar certas atitudes mas depois lembro-me de Malthaus (não tenho a certeza se se escreve assim) e recordo que é necessário acontecer sempre algo de “errado” para “acertar” a população para a regra oferta/procura manter-se estável.

    A geopolítica cada vez mais resolve-se em reuniões. Aliás, não tenho visto outras formas de alterações num passado recente.

  3. Rui Afonso diz:

    A geopolítica cada vez mais resolve-se em reuniões. Aliás, não tenho visto outras formas de alterações num passado recente.” – Iraque, Israel, Afeganistão, Jugoslávia, Timor Leste, para citar apenas alguns. Não me parece que as alterações geopolíticas tenham sido feitas em secretárias.

  4. José Ribeiro diz:

    Timor foi através de referendo. Jugoslávia? Teve de ser na secretária pois no terreno ninguém cedia… Último exemplo a independência de Montenegro face à Jugoslávia. Afeganistão não alterou as suas fronteiras ultimamente. Alterou o sistema político para estar mais do agrado do Ocidente bem como o Iraque.

    Israel, em virtude de se querer meter à força um país naquele local, levou a que com régua e esquadro se traçassem fronteiras. Agora é o que se vê.

    Estou errado onde?

  5. Rui Afonso diz:

    Estou errado onde?” – Em tudo, meu caro.
    Timor, através de referendo, depois de anos e anos de guerrilha armada. Ainda hoje se confunde altruísmo de supostos apoiantes com interesses económicos. A recente guerra civil é prova cabal da minha teoria.

    Jugoslávia – não foi na secretária que se cedeu mas sim após uma intervenção (não apoiada pela ONU, inicialmente) internacional militar. Ainda hoje, aliás, se mantêm tropas internacionais no território. A independência do Montenegro é, apenas, a última reivindicação, reconhecida pelas forças internacionais, que faltava cumprir, após anos e anos de genocídios e de barbáries várias.

    Afeganistão – não alterou as suas fronteiras, é certo, mas foi obrigado, militarmente, a alterar as suas políticas, quer internas, quer externas (geopolítica é isso, meu caro – alterações ao nível geográfico e/ou político (atente-se no “e/ou” que é de suma importância)). Nesta última explanação cabe, também, o Iraque que, depois de algumas tentativas frustradas de aglutinação de países terceiros no seu território (de que são exemplo diversos conflitos até ao auge da tentativa Koweit), partiu para uma tentativa de alteração geopolítica interna através do homicídio, em massa, de opositores, claro, internos.

    Colocar em causa a formação do estado de Israel, colocado, à força num local que lhe era próprio, por direito histórico, apenas teve interferência das secretárias na sua aprovação quase unânime depois das barbáries da II Guerra Mundial (culminar de graves perseguições históricas). Não foi, nem nunca será, uma decisão pacífica. Extremamente belicista, até, o que, mais uma vez, contraria a tua teoria das supostas reuniões decisórias. Anos e anos de lutas sangrentas comprovam-no (não me parece que escorra sangue das secretárias). Quanto a “Agora é o que se vê“, talvez um posterior post, eivado de maior estudo das problemáticas em causa, possa incidir sobre aquilo que são as interferências de países soberanos na manutenção de grupos terroristas que, através do seu fanatismo, tentam colocar em causa soberanias alheias. Também isto, meu caro, é tentativa de adulteração geopolítica, mais uma vez, através de intervenção armada e não, como pretendes, em reuniões e/ou secretárias.

    Voltando ao meu primeiro comentário ao teu post, prezo o teu grito de revolta, mas julgo que deves imbuir de alguma sapiência factual as tuas teorias, não vá dar-se o caso de, à semelhança deste post, caíres no facilitismo do senso comum, desprezando a realidade, por demais comprovada, em prol da utopia.

    Um abraço

    ______
    PS – Esforça-te, por favor, a não me incitares a um post mais aprofundado que me obrigue a descrever todas as alterações geopolíticas, fruto de conflitos armados, que se deram, por exemplo, só na Europa, desde o eclodir da primeira Grande Guerra. Além de fastidioso, seria massacrante…

  6. José Ribeirohttp://dinofc.blogspot.com diz:

    Conversa a desenvolver e concluir logo à noite no Tunas.

  7. A geopolítica é isto?
    Realmente, não são as reuniões e secretárias apenas para acautelar ou sanar comflitos, todavia lutas sangrentas, genucídios e outros males são um antítudo.
    Mas sem padrinhanças para as mesas( reuniões e secretárias)nada é possível. Cabinda é um exemplo disso. Este caso anda aonde?!

  8. мне кажется: неподражаемо…

  9. ester mathe diz:

    Lutas sangretas por mim não é a maneira de resolver o problema, a unica maneira de resolver é sentar e procurar a melhor solução e aí haverá paz.

  10. sebastião diz:

    eu acho que africa seria digna se os próprios africanos e quem os governasem

  11. Emanuel Jesse diz:

    Emanuel S. Jesse Inacio diz: Domingo 10 de Junho de 2012 o meu contributo que eu dou falando nao se resolve nada sem dialogo a melhor forma de acabar com as guerras e o dialogo

  12. firmino diz:

    A Conferência contou com a participação de 15 países, 13 pertencentes à Europa e o restante advindo dos Estados Unidos e da Turquia. Apesar dos Estados Unidos não possuírem colônias no continente africano, era um poderio que se encontrava em fase de crescimento, visando assim a conquista de novos territórios. najaca de briga de firminojorge.

  13. firmino diz:

    No começo do século XX, o continente africano se encontrava em condições lamentáveis, totalmente cortado em pedaços, um para cada ocupante imperialista. Havia enormes aberrações nas organizações sociais e culturais dos territórios que foram jugulados. A economia tradicional comunitária ou de subsistência foi totalmente desarticulada quando do ingresso de cultivos destinados exclusivamente para o sustento e bem-estar das carências das metrópoles. de najaca de briga firminojorge

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